
Com o intuito de discutir os resultados do estudo relativo à saúde mental de advogados, advogados-estagiários e juristas, bem como de discutir o impacto da profissão no bem-estar e na vida destes profissionais, a Associação Direito Mental, uma iniciativa de advogados empenhada no apoio, sensibilização e divulgação da saúde mental na comunidade jurídica portuguesa, irá apresentar estas conclusões. Em parceria com o ProChild CoLAB, e com entradas gratuitas, o evento “Mudando Paradigmas: Cultura e Bem-Estar no Direito” vai realizar-se no Dia Mundial da Saúde Mental, a 10 de outubro, às 18 horas, no Teatro São Luiz, em Lisboa.
Com uma amostra de 800 advogados, advogados-estagiários e juristas, a investigação pretende “analisar a prevalência de pessoas na comunidade jurídica que sofrem, ou estão em risco de sofrer, de ansiedade, depressão ou burnout, bem como a influência da cultura organizacional na sua saúde mental e bem-estar, pretendendo ser um motor de mudança”, pode ler-se em comunicado divulgado.
Marlene Sousa, investigadora no ProChild CoLAB e coordenadora do estudo, vai começar por apresentar as conclusões, e de seguidaHugo Van der Ding irá moderar uma mesa redonda sobre o futuro da cultura e bem-estar no campo do Direito, juntamente com o médico psiquiatra Luís Madeira e com os advogados Ana Pedrosa-Augusto e Manel Luque, que vão debater os resultados do estudo.
Raquel Sampaio, advogada e diretora-executiva da Direito Mental, afirma que “a saúde mental ainda é um tema pouco compreendido em Portugal”. “Consideramos que a sensibilização, promoção e prevenção são fulcrais para combater a desinformação e fugir dos ‘achismos’. Este tem sido o nosso âmbito de trabalho e acreditamos que este estudo terá grande utilidade para a sociedade, porque fornece informações valiosas sobre os desafios que os advogados e juristas enfrentam”, conclui.
CG
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