
Cinco anos depois de 'Madrepérola', que lhe valeu, em 2021, o Prémio José Afonso, Capicua está de volta aos álbuns com 'Um Gelado Antes do Fim do Mundo', um disco que "pretende resgatar um olhar poético sobre a realidade".
Após estrear o disco ao vivo num concerto "emocionante" no Tivoli, em Lisboa, Ana Matos Fernandes, mais conhecida pelo monónimo Capicua, sobe ao palco esta quinta-feira, 27 de março, na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto, às 21h30.
Antes disso, a rapper e escritora, conhecida por abraçar várias causas (e falar delas nas suas crónicas), esteve à conversa com o Notícias ao Minuto, durante a qual explicou que este é um disco sobre "o nosso tempo", que aborda várias problemáticas da atualidade, como as alterações climáticas, a toxicidade das redes sociais, o crescimento da extrema-direita, a gentrificação e as questões de género, mas sempre com a esperança em pano de fundo.
Acaba de lançar 'Um gelado antes do Fim do Mundo'. Podemos dizer que este é um disco de resistência e que o escreveu com uma caneta bastante afiada?
Sim, acho que é um disco de resistência, no sentido em que é um disco que fala sobre os problemas do nosso tempo, com um espírito crítico bastante aguçado e propondo um exercício alternativo ao cinismo e ao adormecimento vigente. É um disco de resistência ao adormecimento, ao escapismo, à alienação que alimentamos com as redes sociais e é também um disco que pretende ser uma proposta de resistência ao cinismo, ao unialismo, a essa ideia de que não vale a pena lutar por nada, em que não há solução para nada, que não há alternativa, que temos de caminhar alegremente para a extinção da espécie, como se isso fosse inevitável.
E eu recuso-me a acreditar nisso. Portanto, este é um disco que não só fala sobre estas questões do nosso tempo como pretende cultivar a esperança, um olhar de certa forma até mais romântico sobre a realidade, porque, tendo consciência dos problemas, é um disco que nos diz que vale a pena lutar e que vale a pena renovar os votos com o encantamento, com a poesia, com as utopias, com essas coisas românticas que se foram perdendo, mas que nos recarregam as baterias para a luta.
Estamos num tempo em que as angústias são tão grandes que há tendência para tentarmos adormecer as emoções
Li recentemente na sua crónica a propósito do lançamento do disco, que este é um "convite ao resgate a partir da arte". Acredita que a arte pode ajudar a nos salvar?
Não sei se a arte nos pode salvar, mas pelo menos pode melhorar a nossa vida, no sentido que nos convoca uma série de emoções que não só nos torna pessoas mais conscientes, empáticas e humanas, como também menos adormecidas. Estamos num tempo em que as angústias são tão grandes, os problemas são tão esmagadores - pela sua escala e dimensão - que há muita tendência para tentarmos adormecer as emoções, fugirmos dos problemas, tentar esquecê-los.
E eu acho que a arte nos convoca, por um lado, a sermos impactados por estas questões, mas ao mesmo tempo de sublimá-las a partir da experiência do Belo, com 'B' grande, essa ideia de que estamos vivos e que as coisas nos impactam e é importante que nos impactem para a gente consiga transformá-las e sentimo-nos mobilizados para a luta e para a possibilidade de transformar as coisas e o mundo num lugar melhor.
Neste sentido, acho que é melhor estarmos impactados pela arte e convocados e mobilizados e conscientes e alerta e ativos do que estarmos semiadormecidos, pouco empáticos, incapazes de nos mobilizarmos, demasiados cínicos para nos importarmos com os outros, com os mais frágeis.
E porquê 'Um Gelado antes do Fim do Mundo'? Qual o significado deste título?
Este disco é um disco que fala sobre o nosso tempo, sobre alguns temas centrais no nosso mundo, como por exemplo, as alterações climáticas, a toxicidade das redes sociais, o crescimento da extrema-direita, sobre a gentrificação, sobre a expulsão das pessoas das suas cidades, da descaracterização, fala muito de questões de género, um conjunto de temas que têm a ver com a atualidade, com o nosso mundo, mas sempre com aquela proposta que eu já falei de convocar as pessoas para se comprometerem com a mudança, no sentido positivo de que as coisas podem ter uma solução e que o mundo tem um futuro e que não nos devemos conformar com aquilo que achamos inevitável, nesta lógica cínica, que não há alternativa e que nada vale a pena.
E o gelado surge quase como que uma pausa…
Sim, exato. É uma proposta quase que de pausa nesta sensação de fim do mundo para, de certa forma, limparmos as lentes sujas de como vemos o mundo e tentarmos renovar votos com encantamento, com esperança, com um olhar poético e com essa perspetiva romântica que nos permite criar utopias e lutar por elas.
Faz algum tipo de autocensura quando escreve sobre temas mais controversos ou mesmo polémicos?
Não. Eu falo sobre temas que acho importantes e dou a minha opinião da forma mais livre possível e isso faz parte do meu exercício artístico e criativo. A coisa mais importante para fazer qualquer trabalho artístico é partir de um lugar de liberdade. Se eu estivesse a autocensurar-me ia estar a minar a condição fundamental de qualquer exercício criativo que é a liberdade.
E já sentiu algum tipo de barreira por parte da sociedade?
Acho que há uma grande toxicidade no debate público e uma tendência para levantarmos ondas de indignação, quase como se fossemos fazendo uns linchamentos públicos a cada micropolémica, mas acho que a nossa liberdade ainda não está em causa no sentido em que, por comparação com o antes do 25 de Abril, temos a possibilidade de falar, posicionar e fazer música e outro tipo de artes de forma livre.
Se me comparar, por exemplo, com os artistas dessa altura, com José Mário Branco, Sérgio Godinho, Maria Teresa Horta e outros nomes que faziam poesia e música antes do 25 de Abril, vemos que pagaram um preço alto. Alguns foram presos, outros foram exilados. De maneira nenhuma, não me posso queixar de falta de liberdade em 2025.
O que posso dizer é que, de facto, vivemos num mundo em que as redes sociais têm uma toxicidade muito alta, em que há uma grande polarização, em que as pessoas têm tendência para o entrincheiramento e para debater as coisas de uma forma muito agressiva, sem grande disponibilidade para o debate democrático. Agora, não posso dizer que não tenho liberdade para fazer aquilo que eu faço, as consequências não são as mesmas que eram antes do 25 de Abril.
Já que falamos do 25 de Abril. No disco faz várias referências à Revolução dos Cravos, à liberdade e até ao facto desta poder estar em perigo. Por exemplo, em 'Danúbio', diz que "à porta batem monstros do passado" e que já "não há quem não sinta o cheiro a anos 30". Olha para o futuro com preocupação perante o crescimento da extrema-direita?
Sim. Acho que todos os democratas têm de estar preocupados porque, de facto, há uma grande onda de populismo e de extrema-direita em crescimento que tenta degradar as instituições democráticas e fazer retroceder muitos direitos e avanços geracionais que nós dávamos já por garantidos. Acho que temos de estar alerta mas, ao mesmo tempo, não acho que temos de falar das coisas como se fossem todas inevitáveis e como se não valesse a pena resistir.
É preciso lutar, porque acho que ainda temos muito espaço para defender a democracia e para defender os direitos adquiridos, a escola pública, o SNS, os direitos das mulheres, das minorias. Todas essas coisas pelas quais se fez o 25 de Abril e pelas quais ainda vale a pena lutar. Temos de estar preocupados e alerta, mas não cair no fatalismo de que as coisas são inevitáveis, senão, ninguém se mobiliza para a luta.
"A monocultura do turismo é como o eucalipto, queima tudo em volta"
Sobre a gentrificação temos 'Souvenir', onde diz que "somos os fantasmas da cidade sem memória". Estamos a assistir, em Portugal, a um processo de descaracterização de algumas cidades?
Sim, acho. Sobretudo em Lisboa e Porto estamos a assistir a um processo de expulsão da população local cada vez para mais longe e transformação de tudo o que é prédio habitacional, loja, comércio tradicional ou em hotéis ou em serviços virados para o turismo.
A monocultura do turismo está a ter um crescimento, tanto em Lisboa como no Porto, que faz com que as nossas cidades se descaracterizem e, apesar de trazer alguma prosperidade económica, é como o eucalipto, queima tudo em volta. Não permite que haja espaço não só para outras áreas, indústrias e negócios e vai erodindo o tecido social que compõem as cidades.
As pessoas, às vezes, pensam que as cidades são os edifícios, quando, na verdade, as cidades são um conjunto de relações sociais, de rotinas, de sedimentação de memórias, de pessoas que fazem daquele lugar um espaço visível. Quando perdemos isso, as cidades passam a ser só um cenário. Um grande parque temático.
Se transformarmos todas as lojas históricas de bairro em cadeias multinacionais, não é diferente ir a Barcelona, a Madrid, a Lisboa, a Paris ou a Londres. Vamos encontrar sempre as mesmas lojas, os mesmos restaurantes, os mesmos serviços. Passam a ser uma mesma cidade, sem nenhum tipo de carácter distintivo, em que os edifícios são só uma espécie de cenário em que ninguém vive e em que as pessoas só passam, ninguém permanece, todos estão em trânsito. Acho que isso é um processo que está em curso e que é bastante preocupante.
Tal como já referiu, um dos temas que aborda em 'Um gelado antes do Fim do Mundo', por exemplo, na música 'Chiaroescuro', é toxicidade das redes sociais. Na sua opinião, quais são os principais perigos destas?
Acho que tem um impacto individual naquilo que é a nossa saúde mental, o tempo que nos rouba e todas as patologias de saúde mental que estão associadas ao uso das redes sociais. A ansiedade, a comparação permanente com outras pessoas, com as vidas perfeitas e irreais da internet, com os padrões de beleza, com o corpo, com os filtros, com a nossa exposição e do outro. E do ponto de vista coletivo na forma como impacta nas nossas democracias, a partir da desinformação, das teorias da conspiração, dos algoritmos que vão criando bolhas, em que as pessoas estão expostas a informação enviesada e isso vai degradando as nossas democracias.
Também isso vai criando uma certa ilusão de que temos uma certa participação política, mas apenas na internet, como ativistas de Twitter ou de Instagram ou Facebook - quando, na verdade, a cidadania exerce-se de muitas outras formas, que são mais efetivas e mais mobilizadoras e que se acabam por esvaziar muitas vezes nessa ilusão de que de indignação em indignação nos vamos mobilizando online, mas depois tudo acaba por se banalizar e não nos mobilizamos de forma profunda e real por quase nada. Acho que isso é uma coisa que tem vindo a crescer.
E é o que falo nessa música. Essa convivência entre as coisas mais frívolas, mais superficiais, mais fúteis e ligeiras na internet, nas redes sociais, com aquilo que é mais chocante, mais preocupante e quase pornográfico de tão real, preocupante. Como por exemplo termos no mesmo feed um vídeo fofo de gatinhos, imagens do genocídio na Palestina, seguido de uma rotina de skincare e a seguir um desastre ambiental em Valência ou em Porto Alegre, no Brasil, e depois um prato de sushi e depois o caso da Gisèle Pelicot.
Vamos transitando entre as coisas mais superficiais e fúteis e as mais escabrosas e preocupantes, como se tivesse tudo o mesmo peso. E vai deixando de nos impactar, porque tudo se banaliza e estamos cada vez menos capazes de sentir empatia e de nos mobilizarmos realmente por uma coisa, porque fica tudo perdido naquela montanha absurda que são os filhos das redes sociais.
E já sofreu represálias devido às causas que abraça, como por exemplo, o feminismo?
Não diria represálias. O que sinto é que todas as vezes que alguém se posiciona no meio artístico isso, obviamente, fecha algumas portas. Acaba por criar alguma resistência, em alguns setores do público, entre algumas pessoas, alguns meios de comunicação social, alguns programadores, etc. Ou seja, quanto mais nos posicionamos, mais vamos filtrando, de certa forma, o nosso público porque, de facto, este é um exercício oposto a fazer música mais ou menos triste, mais consensual, sem dar grandes opiniões, porque quando damos opiniões isso fecha-nos algumas portas.
Mas não me vou estar a queixar disso porque é uma coisa que eu faço por convicção, porque é a minha forma de estar na música, porque acredito que a minha música pode transparecer aquilo que são as minhas convicções e aquilo que são as minhas vivências. Portanto, prefiro não estar aqui a falar sobre as represálias porque não faço isto por estratégia. Prefiro posicionar-me declaradamente, mesmo que isso faça com que seja uma artista mais alternativa ou de nicho - e vivo bem com isso. Por um lado fecha-nos a porta, por outro lado aproxima-nos mais das pessoas e estou em paz com isso.
Outro dos temas que aborda muitas vezes nas suas crónicas é o da maternidade. Acha que ainda se fala pouco de como os primeiros meses (quiçá anos) desta nova fase da mulher são solitários e desafiantes? E da maternidade no meio artístico? Ainda há muito tabu em volta deste tema?
Temos feito um certo caminho para que estes temas relativos à maternidade real sejam mais falados, nas redes sociais, nomeadamente, mas também na literatura e na música porque, felizmente, nos últimos anos temos cada vez mais mulheres artistas e que escolhem falar de temas que antes eram tidos como de mulheres e hoje são matéria-prima para a produção artística.
Temos, por exemplo, a Annie Ernaux, que ganhou o Prémio Nobel da Literatura [em 2022], a fazer não ficção. Temos cada vez mais exemplos de mulheres que escolhem trazer estes temas. Temos exemplos também no cinema, podcasts e acho isso mesmo muito importante, porque durante séculos, ou até milénios, as mulheres estavam muito responsáveis pelo trabalho doméstico e responsabilidades familiares e isso penalizou sempre muito as mulheres, com a possibilidade de estarem na vida pública, de construírem a sua carreira, de terem participação política.
Hoje em dia temos liberdade, cada vez mais, de estar na esfera pública. É importante trazer isto para a esfera pública porque é um dos temas que estava invisível e silenciados durante tanto tempo, não só para nos sentirmos menos só, menos solitárias, para nos sentirmos mais acompanhadas, nem que seja umas pelas outras, mas também para tentar lutar pela maior igualdade de género, nomeadamente, naquilo que tem a ver com as tarefas domésticas e naquilo que tem a ver com os mais novos, com as crianças, mas também com os mais idosos e todas essas responsabilidades que, historicamente, estão nas nossas costas e são, ainda até hoje, algumas das razões pelas quais não conseguimos competir em igualdade de circunstâncias com os nossos pais no mercado de trabalho.
Num país onde temos uma diferença salarial tão grande, subrepresentação das mulheres na hierarquia das empresas, quando há um epidemia de violência doméstica, quando percebemos que as mães trabalham muitas mais horas por dia naquilo que tem a ver com as tarefas domésticas do que os homens, percebemos que temos mesmo de trazer estes temas para cima da mesa. Não só para nos sentirmos menos sós e menos culpadas nos primeiros meses, quando achamos que devíamos estar felicíssimas, numa bolha de amor e estamos é exaustas – e é importante partilharmos experiências para nos tirarmos dos lugares de solidão e de culpa – mas também para mudar as condições em que exercemos a nossa maternidade, a nossa cidadania e a nossa vida profissional.
Quando mais falarmos sobre estes temas e mais lutarmos para que haja igualdade no nosso país, mais saudáveis serão as nossas relações, a nossa saúde mental, mais leve será a nossa experiência na maternidade e mais realizadas vamos estar no mercado de trabalho e na nossa vida ativa no exercício da cidadania.
A escrita é a base de tudo o que eu faço. Se estivesse que escolher um super-poder, seria esse
Se tivesse de escolher entre a música e a escrita, conseguia optar?
Já disse algumas vezes que podia deixar de fazer música, mas nunca poderia deixar de escrever. Foi a escrita que me levou à música, é a escrita que me acompanha desde a infância, também como exercício de condicional e de expressão, não só própria mas também artística. A escrita é a base de tudo o que eu faço. Acho que se estivesse que escolher um super-poder, seria esse. Era a escrita.
Quando nasceu esta paixão pela escrita, recorda-se?
Lembro-me de gostar de palavras antes de saber escrever. Gostava de lengalengas, de rimas, de fazer trocadilhos com o meu pai. O meu pai punha as palavras ao contrário. O meu humor sempre foi muito ancorado na linguagem. Depois, quando comecei a escrever, na escola primária, tinha sempre muitos elogios pelas minhas redações, pelos meus poemas e percebi que tinha algum jeito e como foi a primeira vocação que me foi valorizada também senti mais motivação para continuar a escrever e nunca parei.
Este disco pretende resgatar um olhar poético sobre a realidade
De regresso a 'Um gelado antes do Fim do Mundo', este disco tem várias declamações, vários poemas. Há alguma razão particular para isso?
Este disco pretende resgatar um olhar poético sobre a realidade e falar sobre a importância da poesia num mundo cada vez mais cínico e robotizado. E também queria trabalhar mais a palavra dita porque já tinha feito isso várias vezes no palco, no meu livro, o ‘Aquário’, mas ainda não tinha transportado isso para os meus discos e a espinha dorsal deste disco é constituída por esses poemas, que fazem as ligações para as canções, mas também no corpo das canções, através dos momentos de declamação. Portanto, eu diria que a poesia é mesmo a espinha dorsal deste disco e a linha que cola as canções umas às outras.
Além do 'Luís-Montenegro-que-interessa', como o chama, (o músico, não o primeiro-ministro), com que participações conta este disco e como é que as escolheu?
Desde logo vários produtores e videomakers - Raio, Stereossauro, Virtus, Keso, Pedro Geraldes e depois é produzido pelo 'Luís-Montenegro-que-interessa'. Depois tem participações vocais, a Gisela João, Sopa de Pedra e do Toty Sa’med, que é um cantor angolano, porque senti que as canções precisavam daquelas vozes. Com a Gisela João já me tinha cruzado diversas vezes e ‘Danúbio’ precisava daquela voz grave, que parece que foi nascida das entranhas da terra e, de facto, achei que ficou lindamente.
As Sopa de Pedra porque precisava do coletivo, da força do coro, alguma coisa entre um coro fantasma e uma manifestação, ter essa dimensão coletiva, têm muito talento e já tinha muita vontade de trabalhar com elas antes. E o Toty Sa’med porque quando escrevi ‘Ao Ocaso’ foi surgindo na minha cabeça com a voz e o sotaque do Toty e eu tinha de o convidar e ele aceitou, felizmente, e quando chegou ao estúdio ficou exatamente como eu tinha imaginado. Não podia estar mais feliz com estas colaborações.
Depois do concerto de Lisboa, que foi um sucesso, hoje [quinta-feira, 27 de março] sobe ao palco da Casa da Música, no Porto. Como estão a correr os ensaios, o que é que o público pode esperar do concerto?
Os ensaios estão a correr muito bem. Tivemos o primeiro concerto de apresentação, em Lisboa, no dia 20 e foi muito emocionante, com a participação da Gisela João. Hoje temos a participação das Sopa de Pedra. Vamos andar à volta das canções deste disco novo, com algumas canções mais antigas pelo meio, mas sobretudo tentando honrar sempre o espírito deste disco e concretizá-lo no palco, com direito a muita poesia, com direito a conteúdos audiovisuais, vídeos do André Tentugal projetados no palco, com a malta que, habitualmente, me acompanha nos concertos.
Foi, sem dúvida, muito emocionante em Lisboa e tenho a certeza que na Casa da Música, que já está esgotada, vai ser melhor ainda.
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