
O árbitro do recente Auxerre-Marselha quebrou o silêncio, depois das duras críticas da equipa visitante, derrotada por 3-0. O treinador, Roberto de Zerbi, e o presidente, Pablo Longoria, falaram mesmo em denunciar «a verdadeira corrupção», o que gerou uma posição conjunta dos árbitros da Ligue 1, que apresentaram queixa por difamação.
Jérémy Stinat, o árbitro do referido encontro, diz-se pronto para voltar a arbitrar: «Sinto-me plenamente capaz de o fazer, tal como me senti capaz de arbitrar em Auxerre, apesar de tudo o que foi dito durante a semana. Estou muito confiante e tenho plena consciência das minhas capacidades. Não há qualquer problema em estar num jogo do Marselha. Temos uma vida e, a partir do momento em que entramos em campo, tornamo-nos árbitros. É como vestir outro uniforme, outra pele», afirmou em declarações ao L'Équipe.
O árbitro sentiu-se apoiado com as manifestações que recebeu desde a partida: «Nunca recebi tantas mensagens na minha vida, de ex-colegas, jogadores, presidentes, delegados, outros árbitros ou simplesmente conhecidos. Não se trata apenas de futebol. Devo ter recebido mais de 300 mensagens», revelou.
«O que mais me incomoda é quando afecta a minha família, é algo que nos afecta verdadeiramente. Estamos a lidar com ameaças de morte, e até mais do que isso», salientou Stinat, que antes do encontro foi vítima de vandalismo à porta de casa, depois dos pneus do seu carro terem sido furados antes do encontro entre o Marselha e o Auxerre.