
A ministra da Saúde afirmou esta terça-feira que o Governo vai apresentar nos próximos dias uma solução para o Hospital Amadora-Sintra, apontando para "a enorme fragilidade" do serviço de cirurgia, após a saída de 13 cirurgiões.
"O problema que nós estamos a viver concretamente tem a ver com a enorme fragilidade do serviço de cirurgia. Esse problema ficará (...) solucionado nos próximos dias", disse Ana Paula Martins.
A governante comentava a situação no Amadora-Sintra após ter visitado uma exposição de fotografias - patente até 5 de abril - sobre o processo da cura, no âmbito dos 45 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.
"O Amadora-Sintra tem muitas outras dificuldades, que tem enfrentado com os seus profissionais de uma forma absolutamente notável, porque aquele hospital, como também sabem, foi construído para servir 250/300 mil habitantes, e neste momento tem quase 600 mil na sua área de influência. É preciso ter muita capacidade, muita coragem, muita resiliência e muito espírito de missão para continuar, apesar de tudo, a ser um dos melhores hospitais do país", salientou.
Questionada sobre o novo conselho de administração da unidade hospitalar, Ana Paula Martins não quis comentar.
Plano começa por formação dos médicos
No início do mês, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, anunciou que o Ministério da Saúde vai desenvolver um plano para dar resposta ao serviço de cirurgia geral da Unidade Local de Saúde (ULS) de Amadora-Sintra.
"A ministra percebeu que há um problema. Vai desenvolver um plano. Em primeiro lugar, para tentar garantir a formação dos médicos", disse aos jornalistas Carlos Cortes, após uma reunião de cerca de uma hora e meia no Ministério da Saúde, em Lisboa.
Dias antes, a 6 de fevereiro, os membros do Conselho de Administração da ULS apresentaram a sua demissão à ministra da Saúde e ao diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, alegando que essa decisão "permitirá à tutela implementar as medidas e políticas que considere necessárias".