
Não é a primeira vez que Júlia Pinheiro fala sobre a luta das mulheres em televisão contra o machismo e a displicência masculina, mas recentemente a apresentadora da SIC recordou um episódio que a deixou "muito zangada".
"Há uma determinada altura da minha vida em que eu tenho claramente mais peso do que deveria ter e fazem-me essa observação. Eu fiquei muito irritada", disse no podcast "Um Género de Conversa", da Rádio Comercial, referido que foi o seu "diretor" da altura, há cerca de 20 anos, que lhe proferiu essas palavras.
"Eu fiquei muito zangada porque estava a passar o tal processo muito difícil com as minhas filhas que se privavam de alimentos, sofriam de anorexia, portanto falarem-me de comida era a mesma coisa que me porem álcool em cima de uma ferida", explicou.
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E acrescentou: "O desenlaço dessa conversa podia ter sido outro, podia-me ter dito 'olhe, acho que não configura com aquilo que é o perfil da estrelas da casa e, portanto, vai ali uns tempos para casa emagrecer' e não [o fez]. Eu não emagreci porque não consegui, continuei na antena, tivemos essa conversa, retirei dela o que entendi, mas nunca me movi em nenhum momento da minha vida para conseguir entrar nesse perfil, que é a mulher magra, voluptuosa, elegante, bonita, rejuvenescida a todo o custo, sempre a retocar-se e muito ocupada com a sua imagem."
Por fim, Júlia Pinheiro garantiu: "Nunca fui essa mulher nem nunca serei, não tenho pachorra. Não tenho nada contra, não crítico, não tenho pachorra. Envelhecer é uma coisa fantástica."