Rui Borges não escondeu a insatisfação pela primeira parte que a sua equipa fez contra o Gil Vicente, em Barcelos. O técnico do Sporting considerou que os jogadores não dignificaram o emblema que trazem ao peito e disse que o facto de a partida ter chegado ao intervalo sem golos foi mérito de Rui Silva.

«Fiquei chateado com a primeira parte. Nem tanto pela incapacidade com bola, falhámos passes sem grande pressão do Gil Vicente. Devíamos agradecer ao Rui [Silva], que fez duas boas defesas, pelo 0-0 ao intervalo. Mais do que qualidade, tática ou técnica, era a atitude competitiva que estava a faltar. Estivemos muito abaixo do que é exigido para o clube que representamos. Foi a pior primeiro parte desde que cheguei. Estava mesmo muito chateado ao intervalo. O chip mental mudou para a segunda parte. Foi a única coisa que disse. Devemos ter capacidade de exigência individual para o coletivo funcionar. Não estávamos a dignificar da melhor maneira o emblema que temos ao peito e o símbolo de campeão nacional. Podemos jogar mal, mas a atitude competitiva tem de estar presente. Na segunda parte fomos muito intensos, pressionantes e mais agressivos. O Gil nem se aproximava do nosso meio-campo. Marcámos o 1-0, podíamos ter feito o segundo golo. No único momento que o Gil tem em termos ofensivos marca um golo que depois foi anulado. A atitude tem de estar sempre presente e esteve nos últimos jogos independentemente de termos jogado bem ou menos bem. A atitude competitiva mudou na segunda parte», disse, na sala de imprensa.