O empresário John Textor, dono do Botafogo, explicou as razões que o levaram a optar por Renato Paiva para orientar o clube. "Toda a gente sabe passei muito tempo com amigos no Benfica. A Eagle Football [empresa do norte-americano] não foi nomeada devido à águia do Crystal Palace, mas porque na altura eu realmente achei que iria comprar o Benfica ou, pelo menos, parte dele", afirmou pouco depois da derrota na final da Supertaça Sul-Americana frente aos argentinos do Racing Avellaneda.

John Textor admitiu ainda que os encarnados servem como inspiração para o modelo que pretende aplicar no Botafogo. "Gosto muito da academia do Benfica, dos treinadores e da forma como aplicam a estrutura e a disciplina no estilo de jogo, como queremos fazer aqui no Botafogo", referiu, acrescentando: "Se nós queremos jogar rápido, a velocidade precisa de ser estruturada com jogadores que entendem as suas posições e que sabem onde estão os companheiros de equipa. A posição é tudo, se os jogadores souberem onde estão os companheiros não precisam de muito tempo para tomar decisões e a bola circula mais depressa. É isso que gosto neste treinador [Renato Paiva]. Também gosto do facto de ter passado 15 anos nas categorias de base, teve várias oportunidades para subir e não quis."

O empresário, de 59 anos, elogiou ainda o técnico português devido à sua passagem pelo Bahia. "Nós medimos quantitativamente a confiança na juventude e é isso que precisamos de construir aqui. Já montámos o campeão da América, agora temos de construir uma base de jovens que desejam e que podem treinar e jogar na equipa principal. É assim que criamos sustentabilidade como campeões", sublinhou John Textor, frisando: "Então contratámos um treinador que não é apenas muito qualificado, mas que também conhece o Brasil. Eu gostei do que ele fez no Bahia em termos da forma como ele treinou a equipa. Julgo ser o nome certo para o nosso projeto."