
Após a queda do recorde nacional, com sete anos, dos 4x200 livres femininos por parte do Sporting no primeiro dia do Open de Portugal, no Jamor, no segundo assistiu-se a mais dois novos máximos nacionais. E nem foi preciso chegar às finais. Logo nas eliminatórias, os nadadores do V. Guimarães, João Costa (25,25s) e Alexandre Amorim (28,03s), derrubaram, respectivamente, os máximos dos 50 costas e 50 bruços.
João superando os 25,28s que Alexis Santos fixara no Europeu de Budapeste 2021 e ele próprio igualou no Mundial de Fukuoka 2023. Quanto a Alexandre, melhorou os 28,07s conseguidos no ano passado, em Gijon (Espanha).
«Vinha para fazer um dois em um: bater o recorde nacional e fazer mínimo [25,11] para o campeonato do mundo [em Singapura]. Como disse ao Rui [Costa, irmão e treinador], soube a pouco. Mas ter batido o recorde de manhã foi um passo grande depois da lesão [operado ao ombro direito no final de 2023], comentou João a A BOLA após sagrar-se campeão aos 50 costas, registando 25,35s, e repartindo o pódio com Francisco Silva (Famalicão, 26,56) e Pedro Pita (Naval Funchal, 26,65)
Êxito que permitiu que o olímpico em Paris2024 juntasse o título dos 50 aos dos 100 costas arrebatado quinta-feira. «Significa que estou a evoluir bem. Agora é continuar a focar-me. Para a semana tenho outra oportunidade», acrescentou referindo-se ao Open da Irlanda, onde irá pela Seleção.
Mas, depois de ter conseguido o recorde na eliminatória, não ficou com a ideia de que ainda tinha mais para dar. «Claro que sim. Houve uns erros que cometi, tanto na partida como na chegada, e há sempre passos a melhorar. Estava concentrado para a final, mas não correu como desejava. Mas sim, sem dúvida que dava para melhorar», garante.
E agora, é tentar a qualificação para Singapura na Irlanda? A preparação foi feita para se esteja lá no seu melhor? «Foi realizada de maneira que estivesse bem nestas duas provas, no entanto, o Open da Irlanda é como um plano B. Já não compito a grande nível desde os Jogos e tem sido um bocado complicado conciliar tudo. Mas, o mais importante nesta prova foi ganhar ritmo competitivo e tentar soltar um pouco a pressão que sentia», concluiu.
«Estou a três centésimos de ir ao Europeu na Polónia»
Igualmente esperançado em voltar a bater o recorde de Portugal havia estado Alexandre Amorim. Só que, na final, apesar da vitória, ficou-se pelos 28,09s. Mais 6 centésimos do que na eliminatória. Ainda assim suficiente para relegar João Carneiro (Belenenses, 28,47) e Francisco Quintas (Sporting, 28,92) para os restantes degraus do pódio do Nacional.
«Sinceramente, de manhã não estava à espera de bater o recorde, pois tive uma lesão na virilha há quatro semanas e só segunda-feira é que voltei a conseguir nadar bruços ao máximo», conta.
«Mas vim com muitas expectativas para este campeonato. De manhã surpreendeu-me bastante e achei que na final seria um bocadinho ainda melhor, pelo menos 27s. Mas não vou parar de lutar para consegui-lo», promete.
«Na eliminatória tinha sentido aquele desbloqueio mental de que me encontro num bom nível [apesar de ter estado sem treinar pernas], depois, na final, houve aspectos que não foram muito bem. Haverá outras oportunidades já que para a semana vou competir na Suécia. Pode ser que o recorde saia lá», diz.
Mas qual é o objetivo, o Mundial de Singapura [em julho]? «Acho que, neste momento, para Singapura não é muito realista [mínimo A aos 50 bruços são 27,33]. Ainda faltam umas seis décimas, está um bocado longe. Penso mais no Europeu de piscina curta, em dezembro, para o qual o mínimo é 28,00 em longa. Estou a três centésimos de ir à Polónia. Como a federação permite que se possa obter o mínimo em longa, vou aproveitar para consegui-lo e fica despachado», declarou.