
O presidente da câmara de Kharkiv, Igor Terekhov, revelou o número de mortos na plataforma de mensagens Telegram, referindo que "equipas de resgate descobriram fragmentos de um terceiro corpo sob os escombros".
Terekhov indicou ainda que esta é uma avaliação preliminar, uma vez que a operação de busca e salvamento está em curso.
O autarca salientou que há crianças entre as vítimas, mas não forneceu mais detalhes.
Terekhov explicou que houve dois ataques contra o distrito ocidental de Novobavarski, onde um prédio de apartamentos foi atingido e um "grande incêndio" deflagrou.
O ataque aconteceu horas depois da Rússia e a Ucrânia terem voltado a acusar-se mutuamente de quebrar a trégua energética que declararam após negociações com os Estados Unidos, com as duas partes a denunciarem ataques quase diários.
O Ministério da Defesa russo acusou as forças ucranianas de terem atacado quatro infraestruturas energéticas nas regiões fronteiriças russas de Kursk e Belgorod em quatro ocasiões nas 24 horas anteriores, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.
O exército ucraniano "ataca unilateralmente instalações energéticas russas numa base diária", disse o ministério, num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Estado-Maior ucraniano, também num comunicado, respondeu que as acusações russas eram falsas, insistiu que respeita plenamente a trégua e que é a Rússia que a tem violado repetidamente.
A trégua sobre o setor energético foi negociada pelos Estados Unidos separadamente com a Ucrânia e a Rússia no final de março, na Arábia Saudita.
Kiev e Moscovo aguardam uma resposta de Washington aos relatórios que enviaram esta semana com detalhes sobre as violações do acordo que atribuem à outra parte.
Os ataques com 'drones' de ambos os lados também se repetem quase todas as noites, com Moscovo a informar na quinta-feira que abateu 23 aparelhos ucranianos em seis regiões russas.
Já o exército ucraniano disse que abateu 23 'drones' russos no norte e no leste do país.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aproveitou na quinta-feira uma visita a Chernobyl, no norte do país, para reafirmar as linhas vermelhas de Kiev no processo de negociações conduzido pelos Estados Unidos.
"Um exército forte é uma prioridade para nós. É por isso que se trata de uma linha vermelha. Não podemos reduzir o nosso exército", afirmou Zelensky durante uma reunião com autoridades regionais.
Zelensky disse que a Ucrânia fará tudo o que for possível para garantir que o exército continue a ter os 880 mil efetivos que tem atualmente.
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