"Estou a simplificar as nossas tarifas sobre o aço e o alumínio para que todos entendam o que isto significa. São 25%, sem exceções ou isenções. E isto é para todos os países", disse o republicano, aos jornalistas da Casa Branca.
Isto apesar do magnata ter dito, na mesma ocasião, que irá considerar uma isenção tarifária sobre as importações de aço e alumínio da Austrália, após um telefonema com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
Citando riscos para a "segurança nacional", Trump anunciou, posteriormente, em decretos a aplicação das novas regras "a partir de 12 de março".
"São abrangidas todas as importações de artigos de aço e derivados de aço provenientes da Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, países da União Europeia, Japão, México, Coreia do Sul e Reino Unido", indica um dos textos.
A outra ordem tem como alvo "todas as importações de alumínio e artigos derivados de alumínio da Argentina, Austrália, Canadá, México, países da União Europeia e Reino Unido".
O ministro da Indústria do Canadá, François-Philippe Champagne, garantiu que o país vai responder às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos às importações de alumínio e aço, que descreveu como "totalmente injustificadas".
"Estamos a consultar os nossos parceiros internacionais enquanto trabalhamos nos detalhes. A nossa resposta será clara e calibrada", acrescentou Champagne, numa breve declaração publicada nas redes sociais na noite de segunda-feira.
Cerca de 58% de todo o alumínio que os EUA compram no estrangeiro provém do Canadá, que é também responsável por 23% de todas as importações norte-americanas de aço. No sentido contrário, 40% das importações de aço canadianas são provenientes dos EUA.
A Associação de Produtores de Aço do Canadá alertou que as tarifas vão significar a perda de centenas de empregos.
Também na segunda-feira, Trump garantiu que nas próximas quatro semanas vai realizar reuniões para analisar novas tarifas e deu como exemplos os veículos, os semicondutores e os produtos farmacêuticos.
No domingo, Trump tinha prometido que iria anunciar, "provavelmente terça ou quarta-feira", medidas alfandegárias recíprocas em relação a produtos que são taxados nos parceiros comerciais norte-americanos.
Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), o líder norte-americano impôs tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio, mas depois concedeu quotas isentas de impostos a vários parceiros comerciais, incluindo o Canadá, o México, a Austrália e o Brasil.
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