
"Temos de regressar a uma trégua e libertar todos os reféns israelitas", afirmou Scholz numa conferência de imprensa conjunta em Berlim com o Rei Abdullah II da Jordânia, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Scholz apelou para "negociações sérias" que permitam chegar a um acordo pós-guerra para a Faixa de Gaza "que proteja a segurança de Israel".
"A situação em Gaza, mas também na Cisjordânia, só pode ser estabilizada através de uma solução política", insistiu o ainda chefe social-democrata do Governo alemão, que será substituído em breve pelo conservador Friedrich Merz.
Scholz lamentou a deterioração diária da situação em Gaza, onde disse que não chega ajuda humanitária há um mês.
"Esta situação não pode e não deve continuar. Há demasiadas pessoas a sofrer de fome, violência brutal contínua e falta de cuidados médicos", afirmou.
Abdullah II afirmou que a tragédia em Gaza "já atingiu níveis indescritíveis" e também defendeu que sejam "tomadas medidas imediatas para a remediar".
O Rei saudita disse na quarta-feira que a Faixa de Gaza regista "o maior número de crianças amputadas 'per capita' do mundo, bem como um número considerável de adultos feridos".
Após uma trégua de dois meses, Israel retomou a ofensiva em Gaza em 18 de março, alegando que a pressão militar era a única forma de obrigar o Hamas a entregar os cerca de 60 reféns, vivos ou mortos, que ainda mantém em seu poder.
Pelo menos 34 palestinianos foram mortos na quarta-feira em ataques israelitas, segundo as autoridades do enclave governador pelo Hamas.
Um dos ataques matou 19 pessoas, incluindo nove crianças, num centro de saúde destruído da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) em Jabalia (norte), segundo a Defesa Civil de Gaza, uma organização de primeiros socorros.
Desde o início da guerra, morreram mais de 50.500 pessoas na Faixa de Gaza.
O atual conflito foi desencadeado pelo ataque do Hamas contra Israel em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.
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