
Mirra Andreeva não cabia em cima de felicidade após vencer o torneio do Dubai, triunfo que lhe permite subir ao 9.º lugar do ranking WTA. «É uma pensa que eu só tenha 17 anos», atirou a russa que se tornou a mais jovem campeã de um WTA 1000, categoria com que o evento está classificado no circuito feminino.
Aliás, Andreeva é a primeira jogadora de 17 anos a romper o top-10 desde 2007, quando a checa Nicole Vaidisova conseguiu fazê-lo e tornou-se ainda a sétima jogadora nos últimos 30 anos a alcançar o top-10 antes de completar 18 anos, juntando-se a Martina Hingis (1996), Venus Williams (1998), Anna Kournikova (1998), Serena Williams (1999), Maria Sharapova (2004) e Vaidisova (2006).
«Sonhei com este momento, em fazer uma conferência de imprensa com um troféu destes ao lado. Já vi muitas jogadoras a festejarem e a beberem champanhe. É uma pena que eu ainda tenha 17 anos», repetiu a tenista menor e travada pela lei do álcool nos Emirados Árabes Unidos.
Mirra vive com os pais e a irmã, Erica Andreeva, 20 anos, igualmente tenista, em França, e nos últimos dois anos já ganhou 4 milhões de euros, mas não tem acesso à fortuna. «Não sei o que fazer com tanto dinheiro, nem tenho conta bancária nem cartão de crédito», revelou a tenista que nasceu na Sibéria. «O meu pai é que sabe. Espero que me dê algum dinheiro para gastar, para comprar batatas fritas e Coca-Cola. Agora que penso nisso, sinto que tenho tudo o que sempre quis. Ganhei o torneio. Ganhei!«, sublinhou encantada.
Entre cada um dos jogos, Mirra consultava um caderno, como se estivesse a ver os apontamentos para o teste, neste caso o jogo seguinte. «Tu consegues! Vai correr tudo bem! Acredito em ti!» estava escrito nas páginas. «Inteligência e agressividade», escreveu a própria, em russo, nas páginas que tanta curiosidade causaram.
«Este era o meu objetivo, chegar a top 10 este ano. E ainda só estamos em fevereiro!», contou divertida confessando que teve de contentar-se com uma Coca-cola sem açúcar para celebrar.
«Ouvi muitas entrevistas do LeBron [James] em que ele diz que é muito fácil jogar bem quando tudo está bem, mas o que te converte num campeão é dares tudo quando não te sentes bem», assumindo ser fã do basquetebolista dos Lakers.