
A tarefa não se avizinha fácil para Portugal, terá pela frente a Espanha, campeã mundial em título, esta sexta-feira e na terça-feira seguinte, mas não impossível: na abertura do grupo A3 da Liga das Nações feminina, em que as duas seleções se encontram inseridas, a equipa portuguesa conseguiu arrancar um empate perante a campeã europeia e igualmente poderosa Inglaterra (1-1). É, por isso, com esperança que Ana Rute aborda este duplo compromisso frente à armada espanhola.
Na conferência de imprensa realizada esta quarta-feira na Cidade do Futebol, a futebolista do SC Braga perspetivou duas partidas difíceis, mas sem abdicar do objetivo de surpreender Espanha e dar seguimento à campanha de Portugal na Liga das Nações feminina, na qual ainda não perdeu.
«Acho que todos nós sabemos que o objetivo de Portugal, neste momento, é manter-se na Liga A, é o patamar onde todas nós queremos estar. É onde Portugal merece estar, estar entre os melhores e continuar a evoluir», considerou a versátil jogadora de 27 anos.
Ana Rute, médio de origem que se converteu, com idêntico sucesso, às funções de defesa central, é opção numa convocatória que regista as indisponibilidades de Kika Nazareth, Jéssica Silva e Lúcia Alves, todas por lesão. Três ausências de vulto que a internacional portuguesa considera importantes mas não insubstituíveis, podendo ser colmatadas com uma resposta firme de um grupo forte.
«É evidente que são baixas inquestionáveis e também para elas são sempre momentos muito complicados quando se trata de lesões. Antes de mais, quero desejar-lhes as rápidas melhoras e dizer-lhes que certamente irão regressar mais fortes e cá as esperamos. Quanto ao grupo, acredito seriamente que Portugal tem um grupo muito homogéneo, competente e capaz, e acredito seriamente que o coletivo é o elo mais forte», rematou, confiante, a defesa/médio bracarense, internacional por oito ocasiões.