"[Budapeste] tomou uma posição corajosa e de princípio e eu agradeço-lhe, Viktor", disse Netanyahu numa conferência de imprensa ao lado do seu homólogo e aliado Viktor Orban.

Pouco antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, felicitou também a Hungria, por ter adotado uma "forte posição moral" ao anunciar a decisão de se retirar do TPI.

"Obrigado, @PM_ViktorOrban e obrigado à Hungria pela sua posição moral clara e forte ao lado de Israel e dos princípios da justiça e da soberania!", disse Saar, criticando o TPI pela "ânsia de minar o direito de autodefesa de Israel". 

A declaração surge numa altura em que a Hungria recebe o primeiro-ministro israelita, desafiando o mandado de captura emitido pelo TPI contra Benjamin Netanyahu.

No entanto, o TPI já veio a terreiro recordar que a Hungria continua a ter "a obrigação de cooperar" com o tribunal.

"O Tribunal recorda que a Hungria continua obrigada a cooperar com o TPI", disse aos jornalistas o porta-voz aos jornalistas do TPI, Fadi El Abdallah.

Hoje, pouco antes da chegada do primeiro-ministro de Israel ao país, o ministro do Interior da Hungria, Gergely Gulyás, anunciou a decisão do Governo húngaro de se retirar do TPI.

A decisão ocorre no dia em que Netanyahu é esperado em Budapeste.

Trata-se da primeira visita de Netanyahu a um Estado parte no Estatuto de Roma desde que o TPI emitiu um mandado de captura contra o primeiro-ministro israelita, em novembro de 2024, por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

O Governo húngaro vai iniciar o procedimento de acordo com o quadro jurídico-constitucional e internacional, disse o ministro do Interior do executivo de Budapeste.

A decisão anunciada hoje pelo Governo de Budapeste marca uma mudança na política externa da Hungria.

 

JSD (PSP) // APN

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