O Wells Fargo é o mais recente banco americano a reduzir os esforços de diversidade, equidade e inclusão (DEI), uma vez que este tipo de políticas é criticado pela administração do presidente Donald Trump.

O banco sediado em São Francisco está a descontinuar uma política de recrutamento que exige a existência de listas diversificadas de candidatos na primeira ronda de entrevistas para funções de nível superior nos EUA, de acordo com um memorando interno visto pela Bloomberg. De acordo com o memorando, distribuído esta semana aos diretores de topo, a formação sobre a diversidade de candidatos também será retirada do processo de recrutamento.

“À luz do ambiente atual, decidimos descontinuar as diretrizes relativas à diversidade”, afirmou o Wells Fargo no memorando, acrescentando que o banco continuará a ‘procurar um vasto leque de candidatos’ aquando do recrutamento. “Continuamos concentrados em manter um local de trabalho onde contratamos as melhores e mais qualificadas pessoas e onde todos têm igual acesso a oportunidades de crescimento”, cita a Bloomberg.

O Wells Fargo exigia uma lista de candidatos 50% diversificada e um painel de entrevistadores diversificado, de acordo com indicações de agosto de 2022.

A Bloomberg refere também que, no seu último relatório anual, o banco não apresentou objetivos para os seus programas de diversidade, enquanto o relatório de há um ano dizia que o Wells Fargo “valoriza e promove a diversidade, a equidade e a inclusão em todos os aspetos da nossa atividade”.

Ainda assim, a declaração desta semana sublinha que o banco tem mais mulheres do que homens nos EUA e a nível mundial, e que a sua força de trabalho nos EUA é composta por 51% de funcionários brancos e 48% de funcionários com diversidade racial e étnica, sendo os restantes não declarados.

Recorde-se que, recentemente, outros bancos dos EUA reduziram as suas iniciativas em matéria de diversidade devido a pressões políticas. O Bank of America deixará de ter objetivos “ambiciosos” em matéria de diversidade e inclusão. O Citigroup também disse recentemente que abandonará uma política de diversidade em candidatos e painéis de entrevistas, citando uma ordem executiva de Trump que proibiu políticas “DEI ilegais”.