Quando foi anunciada a contratação de Martín Anselmi, gerou-se um entusiasmo quase generalizado entre a nação portista, por força do sistema tático que caractetizava o técnico argentino e que o aproximava do que Rúben Amorim tinha feito no Sporting, com resultados sobejamente conhecidos. Numa primeira fase houve expectativa e tolerância, face à alteração brusca implementada por Anselmi, seguiu-se alguma desconfiança e agora já se verifica um descontentamento latente nas bancadas. Record foi ouvir opiniões sobre o tema.

Jorge Amaral, antigo jogador: "Não têm boa saída de bola"


"Aceito que o treinador tenha a sua forma de sair a jogar, mas acho que a alteração tática deveria ser feita de forma gradual, vendo o tipo de centrais que temos. Não temos centrais com boa saída de bola e quando se joga com três centrais, esses, muitas vezes, têm que fazer a condução de bola, a aproximação e desequilíbrios"

Rui Quinta, treinador: "É o tempo e como se treina"

"O FC Porto jogava de uma forma, agora chegou um treinador que trouxe uma ideia com ele, que acredita que é a que melhor pode servir a equipa. Quando se altera uma ideia, não há farmácia nenhuma que tenha a solução, é o tempo e a forma como se treina, isso é que faz com que os jogadores consigam alterar as referências."

Paulo Teixeira, jurista: "Omoletes com ovos que tem"

"Neste momento, o treinador está a tentar fazer omoletes com os ovos que tem... Temos de lhe dar tempo. Ele melhor do que ninguém poderá saber o melhor rendimento que pode tirar dos jogadores, acho que a seu tempo vai conseguir colocar o seu estilo de jogo em prática. Ainda é muito cedo, não conhecia o nosso futebol."