
O Benfica comunicou à CMVM, nesta quinta-feira, o Relatório e Contas do primeiro semestre do exercício 2024/25, onde se verificou um resultado líquido positivo de 40,3 milhões de euros.
Este resultado representa uma melhoria de 22,2 milhões de euros face ao período homólogo do exercício de 2023/24, traduzindo-se no crescimento pelo quarto ano consecutivo no primeiro semestre, algo que é justificado pelo impacto positivo do resultado obtido com transações de direitos de atletas, controlo de custos e receitas sustentadas.
Assim, este resultado líquido é o segundo melhor de sempre, apenas atrás do de 2019/20 (104,2 milhões de euros), época que João Félix deixou a Luz para rumar ao Atlético de Madrid.
Nos rendimentos operacionais, onde se excluem as transações de direitos de atletas, foram atingidos os 105,7 milhões de euros, o que acaba por representar uma redução de 0,7 por cento dos valores apresentados no período homólogo. É importante ainda referir que, neste exercício, só entram apenas os prémios da UEFA recebidos até dezembro (39,7 milhões, -8,5 por cento que em 2023/24), sendo que os restantes 32,1 milhões - 71,8 milhões de euros na totalidade - vão entrar nas contas do segundo semestre.
Vendas milionárias decisivas
O destaque vai para os rendimentos com matchday, onde existiu um crescimento em 14,4% face aos 20,2 milhões apresentados no ano passado, o que equivale ao melhor registo de sempre num primeiro semestre. Em Commercials, o valor foi de 19,5 milhões de euros (-5,4 por cento), enquanto que em patrocínios, houve um aumento de 7,1 por cento.
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Sobre os rendimentos totais, estes atingiram o montante de 214,3 milhões de euros, representando assim um aumento de 18,8 por cento, justificados pelo aumento dos rendimentos com transações de direitos de atletas, que representaram 104,1 milhões do valor total e um crescimento de 52,4 por cento. Aqui, enquadram-se as vendas de João Neves, Marcos Leonardo, David Neres e Morato. Nota ainda para o facto de os encarnados terem pago 2,995 milhões em compromissos com terceiros, 12,901 milhões em serviços de intermediação e 2,085 milhões nos mecanismos de solidariedade.
Em gastos operacionais, verificou-se o menor aumento dos últimos anos, sendo que o valor atinge os 142,9 milhões de euros, representando um ligeiro crescimento de 2,7 por cento face ao valor de 139,2 milhões de euros apresentado no período homólogo. Com pessoal, os gastos chegaram aos 71,2 milhões (+14,2 por cento), onde se incluí os 10 milhões em indemnizações de atletas e membros de equipa técnica.
Enquanto que o passivo teve um valor de 472,3 milhões de euros (-2,3 por cento), o ativo equivale a 594,5 milhões, refletindo um aumento de 5,2 por cento, Já o capital próprio corresponde a um valor de 122,8 milhões, o que significa que houve um aumento de 49,9 por cento em relação aos 81,9 milhões no ano anterior. Por outro lado, a dívida líquida reduziu em 2,8 por cento, estando agora nos 191,6 milhões de euros.
Por fim, os encarnados afirmam que o capital próprio voltou a superar o montante do capital social da Sociedade (115 M€) e que esperam cumprir, de forma confortável, o Financial Sustainability.